Achei meu primeiro poema em um caderno. Pensei muito se devia ou não mexer nele e então não decidi nada. Joguei aqui.
A principio não conseguia
fazer boas descrições,
Como um garoto que
não sabe desenhar
e risca no papel um
barquinho,uma casa,um carro,
eu descrevia em
minha mente o mundo,
Muitas vezes torto, errado,
E preconceituoso;
Assim como os desenhos
de um garoto,
do qual a mãe coruja elogia,
também haviam corujas
- digo, abutres,
que adoravam admirar
os desenhos disformes.
Como um garoto que faz
de suas fantasias uma realidade,
Eu também fiz as minhas,
baseadas em preconceitos,
Herdados de mim mesmo,
envelhecidos em minha cabeça,
Supervalorizados e dados
como uma máxima,
Que sobre eles construí
um falso mundo
Que logo ruiu, pois o garoto
enjoou-se da brincadeira.
Como um garoto, que vê na Tevê
os horripilantes fantasmas,
E se assusta, depois se empolga:
tira o lençol da cama e
passa a brincar de fantasma,
tentando assustar alguém,
Eu tentei ser o que os outros eram,
tentei ser fantasma,
Pirata, bandido, policial,
médico e mecanico,
Mas a cada personagem,
cada fantasia, cada vida,
Guardei um traçozinho
de personalidade,
enquanto me preocupava
em apagar o da vida anterior
Como um garoto,
que desenvolve a personalidade
Após sair dessa deliciosa fase, Eu saí:
E desejo profundamente voltar,
Para sair mais rápido do que antes.