Afirmeza
O deslumbre persiste em encantar o peito,
A mente, tola, tende a aceitar aquilo que quer,
Extraindo do coração, com um sentimentalês nada corrente,
Tudo o que dele achar que pode ser útil para explicar,
Ou criar...
Vejo com outros olhos o objeto do qual com minhas lagrimas molho,
E com essa nova perspectiva, creio agora, minto em tudo,
Decidindo tomar uma nova postura, talvez radical,
Pra tratar logo de eliminar aquilo que não existe...
O objeto é mascarado por um objetivo,
Que se apoia em valores internos, não digo certos, que me guiam,
Levando meu Reino-interno, despótico, ao limiar da corrupção,
Fazendo do meu Ser aquilo do qual meu Ser foi moldado para combater,
Ou acreditar que deve combater...
A natureza interna, que não fala, pode estar tentando dizer o contrário,
o Amor persiste em encantar a mente, que as vezes mente,
com a esperança de tomar a melhor atitude, atrair benefícios,
O que de fato, é o seu oficio, sendo pertencente a um ser pensante...
Há uma firmeza em todo esse possível dualismo, incrédula,
Que mesmo sem fé, persiste em lutar, em permanecer,
E principalmente em não aceitar aquilo que não quer aceitar,
E ver aquilo que não quer ver: é o preço pela persistência,
Que irá se manter até haver o concilio,
ou até que a mente aprenda a falar fluentemente o sentimentalês...